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 CARAJÁS

A partir da década de 70 o Pará descobriu que abrigava, em seu subsolo, a maior província mineral da Terra, localizada na Serra dos Carajás.
Onze de julho de 1967, um helicóptero sobrevoava a região central do Pará, coberta pela densa floresta, procurando jazidas de manganês. Mas por causa da densa neblina o piloto foi obrigado a fazer um pouso de emergência na primeira clareira que apareceu. Só que a clareira não era uma qualquer. A vegetação estranha e rala, quase inexistente, indicava, claramente, que ali estava uma "canga", área com grande concentração de ferro perto da superfície. O ferro "estraga" o solo e impede as árvores de crescer. Tinham acabado de descobrir, nada mais nada menos do que a mais rica reserva de minério de ferro do mundo. Mais tarde, no que depois veio a ser conhecida como a Província mineral de Carajás, foi encontrado ouro, prata, manganês, cobre, bauxita, zinco, cromo, estanho e tungstênio. Enfim, um verdadeiro Eldorado. Na verdade, essa história começa muito antes de o helicóptero da US Stell pousar. Tudo foi cuspido do interior da Terra por centenas de vulcões, a 2,5 bilhões de anos. A Província Mineral de Carajás, pela diversidade de seus recursos minerais e grandeza das jazidas, é única no planeta.    
 A jazida tem capacidade de produzir mais de 150 toneladas de ouro.
A extração era feita por habitantes da própria região, e também por moradores das "Guianas".
O conhecimento detalhado das riquezas minerais visava racionalizar seu aproveitamento econômico. Saiba como os metais de Carajás foram trazidos do fundo da Terra    

Há 2,5 bilhões de anos, dois pedaços da crosta terrestre se chocaram. Como um deles era mais leve, entrou embaixo do outro. Desceu tanto que alcançou algumas camadas inferiores da Terra.    

Com o atrito a temperatura e a pressão aumentaram nas profundezas, e uma parte das rochas derreteu. O material acabou subindo para a superfície, formando centenas de vulcões.      

A lava dos vulcões era uma mistura de rochas derretidas e metais presos em regiões mais profundas. Mas eles não saíram todos de uma vez. Cada metal tem um ponto de fusão, ou seja, precisa de uma quantidade exata de calor para derreter.
O ouro é o primeiro a derreter, é sempre mais fácil encontrar ouro perto de uma ex-cratera. Quase junto vem o cobre depois o zinco, o chumbo e o ferro. Por último o manganês.


    

Os metais foram esfriando e formando blocos no chão ou na montanha criada pelo vulcão extinto. Em    Carajás, o processo da deposição dos metais levou mais ou menos 200 milhões de anos. Com a ação da chuva, do vento e do ambiente, a região foi sofrendo alterações.
 
   

Uma densa vegetação nasceu sobre toda Carajás, menos onde existe ferro.
Em outubro de 1996, os geólogos deram de cara com novo depósito de ouro em Carajás, chamado Corpo Alemão. Ainda não foi possível definir seu tamanho exato, mas espera-se que tenha muito mais de 100 toneladas de metal. A maior mina de ouro do Brasil, Serra Leste ( também em Carajás), tem 150 toneladas e é a maior do mundo.
O tesouro de Carajás não feito só de ouro. Mas o vale não tem estimativa segura de quanto alumínio, estanho, zinco e cromo existe lá dentro. Já foram detectados 104 pontos promissores, onde as pesquisas preliminares mostraram que deve haver metal.
Para a exploração desse formidável potencial o Projeto Carajás inclui a construção de uma ferrovia com 890 quilômetros, ligando, através da floresta, a Serra dos Carajás ao oceano. Depois do tratado, o minério é embarcado em navios de 280.000 toneladas, que atracam, a leste de São Luís, num porto construído especialmente para esse fim.
 
  Fonte: Larousse Cultural, Grande Enciclopédia Brasileira de Consultas e Pesquisa, www.tvliberal.com.br/npara/edicao2/relevo/riqmin.htm; www.bhnet.com.br/cvrios/adescoberta.htm  

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